A questão dos leitos hospitalares
O problema principal daquela
cidade é a falta de assistência na hora da doença. O único hospital que existe,
o Santa Lúcia, é do grupo de médicos e, como eles acham que o SUS paga pouco,
destinam apenas vinte dos seus oitenta leitos para os pacientes do SUS. Com
isso, a população sofre e o prefeito tem que mandar, a toda hora, os doentes
para serem atendidos em outro município vizinho.
Esse assunto já foi discutido no Conselho e já houve uma proposta de
aumentar os leitos credenciados para o SUS no Hospital Santa Lúcia para atender
melhor os moradores. No entanto, os proprietários não aceitaram essa ampliação
de vagas para o SUS. Um Conselheiro propôs então o descredenciamento total do hospital, o que também não foi aceito pelos
donos, pois alegaram que, dessa forma, o hospital iria à falência, pois quem
sustentava o “básico” era o SUS. Por outro lado, o secretario de Saúde, bem
como o prefeito, apoiam os médicos proprietários do hospital e concordam que o
SUS paga pouco. Para eles, é um certo incômodo ter que mandar a ambulância
levar os doentes para a outra cidade todos os dias. Apesar disso, ainda acham a
melhor solução.
Para a população, é sofrimento e risco. Há histórias de crianças
nascendo no meio do caminho, doentes que não aguentam a distância da viagem e
morrem antes de chegarem ao socorro, o mesmo acontecendo com os acidentados.
Retirado do Caderno de Atividades do Curso de Capacitação de
Conselheiros Estaduais e Municipais de Saúde, Brasília/DF, 2002.
Política Pública
Eu, como ministra da saúde, requisitaria um maior auxílio financeiro por parte do governo federal, para que mais leitos fossem construídos no hospital Santa Lúcia, disponibilizando assim, um número maior de instalações destinadas ao SUS.

Nenhum comentário:
Postar um comentário